NOTICIA

Os Recursos Humanos da KLC falaram com a revista Moldes & Plásticos, do Jornal de Leiria.

October 7, 2019

Excerto (…) As pessoas desconhecem em absoluto o que se faz na industria

Inês Coelho, directora de recursos humanos da KLC, na Marinha Grande, sai frequentemente da sua zona de conforto, acompanhada de Rita Silva, sua colega do departamento, para mostrar às escolas o que é uma empresa de injecção de plásticos ou de moldes. Percorrem o País de lés-a-lés, para frequentarem feiras de emprego e dias abertos das universidades, politécnicos e escolas profissionais, conscientes que é lá que se encontra o seu público-alvo.

Sabem que “as pessoas, mas em especial os jovens, desconhecem em absoluto o que se faz na indústria e muito menos o que é ser um técnico de injecção, um controlador de qualidade, um programador, entre tantas outras profissões ligadas a dois sectores tão importantes na sociedade”.

Apesar de as indústrias de moldes e de plásticos estarem cada vez mais evoluídas do ponto de vista tecnológico, “continuam a ser mal vistas no mercado pelos potenciais candidatos ao emprego”, considera Inês Coelho. “É por puro desconhecimento”, diz, lamentando

que não haja por parte das escolas e do ensino “uma postura para elucidar os alunos para a realidade da indústria”, mostrando-lhes “o que se faz nas empresas, as nossas necessidades e o potencial de carreira que a indústria pode oferecer aos jovens.”

Por isso, para se dar a conhecer ao exterior e mostrar que é uma empresa onde vale a pena trabalhar, a KLC abriu, há muito, as portas a estágios e a visitas de estudo. “Interessam-nos as profissões mais técnicas, entre as quais as engenharias, de informática e outras, mas também nos interessam técnicos formados nas escolas profissionais”, revela Rita Silva. Dá como exemplo a ETAP, em Pombal, e o seu um curso de transformação de polímeros, do qual já saiu um estagiário para a empresa da Marinha Grande, “que quer repetir a experiência este ano”.

Integrando o grupo de trabalho no ámbito do programa de Gestão de Pessoas da Cefamol, Inês Coelho revela que o investimento na retenção de talentos é fundamental. Por isso, está investir na gestão de carreiras, no desenvolvimento de perfis e de avaliação de desempenho, algo que a vai ajudar “a valorizar mais as pessoas da empresa”.

Diz que a atracção e retenção de talentos “é um problema geral”, daí a importancia de se trabalhar este tema em conjunto. “Estamos a definir um caminho para conseguirmos chegar às pessoas, aos técnicos, aos candidatos, às escolas, às câmaras e a todas as entidades que também podem beneficiar com a vinda de pessoas para a região.”

Um caminho que na KLC Inês e Rita já traçaram, para criar um ambiente favorável e de felicidade para os 150 trabalhadores. Além do médico de medicina curativa, propuseram a vacinação da gripe, isto no que toca à saúde mais directa dos colaboradores. Recentemente, foram retomadas as sessões de ginástica laboral com uma fisioterapeuta “na óptica da correcção postural e muscular, na prevenção de tendinites, para se poderem minimizar os impactos dos trabalhos repetitivos que existem no nosso tipo de indústria”, explica Inês Coelho. “Acompanhamos muito as pessoas, seja em chão de fábrica seja nos gabinetes, em início de funções ou durante o seu percurso laboral, pois entendemos que muitas vezes uma simples pausa para tomar um café e um dedo de conversa podem fazer a diferença”, lembra Rita Silva. “Muitas vezes descobrem-se talentos escondidos, principalmente em chão de fábrica”, diz a técnica de recursos humanos.

Ao longo do ano, realizam-se também sessões de demonstração sobre Ambiente e Segurança, onde se fala de alimentação saudável, há sessões de mindfulness e tantas outras actividades que tentam promover a qualidade de vida das pessoas da empresa. “Há trabalhos neste tipo de industria que afectam a saúde das pessoas, a empresa tem essa consciência, pelo que promove, dá sugestões, incentiva e estimula para as actividades, para o desporto.”

Rita Silva, técnica de recursos humanos da KLC, sente o mesmo em relação à sua geração.

Está na empresa há seis anos, sabe que não vai assumir cargos de direcção, pelo menos no departamento onde desempenha funções, mas não está preocupada. “Nas pequenas empresas não vamos chegar todos a directores e há muita gente que tem essa perspectiva, e nem todos podem lá chegar”, revela a jovem. “Não podemos crescer verticalmente mas podemos crescer horizontalmente, é o que acontece na KLC, onde sinto que o meu trabalho é reconhecido, onde há toda a abertura para mudarmos procedimentos.”

Na KLC “ninguém me cala e para mim isso é importante”, revela Rita Silva, lembrando que nas universidades é muito incutido que “são as grandes empresas que, na maioria das vezes, oferecem os grandes vencimentos e muitas vezes é isso que acontece”. Só que “há que colocar as questões nos dois pratos da balança”, diz.“Aqui tenho liberdade, não vejo ninguém a olhar-me de lado se apresentar um novo projecto, as pessoas param para me ouvirem”. Em seis anos, Rita Silva nunca se sentiu “a estagnar”, ao contrário de otras pessoas que conhece. “As universidades também vendem muito a ideia de que a indústria não nos traz coisas novas e que as tecnológicas são as melhores, além de nos ser transmitido que não se debe estar muito tempo nas empresas.”

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